Educar é primordial! Mas realizar uma tarefa tão importante quando as ferramentas utilizadas para tal processo já não agradam quem deveria agradar? Professores e alunos estão esgotados da escola, cansados de um ambiente onde sempre se faz "mais do mesmo". Sendo assim, é preciso procurar novos ares,sair da rotina e do marasmo e ir lá fora!
Museus, parques, zoológicos, aquários... Diversos espaços não formais para ecudação estão ao alcance de educadores e educando.A escola deve apoiar o educador e lhe dar condições para produzir uma aula fora da escola, onde o educando possa ser protagonista vivenciando seus saberes das melhores formas.
Hoje, vamos apresentar um destes locais de aprendizagem não formal e as possibilidades de se trabalhar alguns conteúdos e conceitos através das atividades que o local disponibiliza.
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| Entrada do Sabina Escola Parque do Conhecimento |
O Sabina Escola Parque do Conhecimento é uma instituição pública localizada na cidade de Santo André e destinada ao ensino e popularização da Ciência. Ele foi inaugurado no ano de 2007 e conta com 24 mil m² de espaço para atividades educativas em ciências. Neste espaço também encontramos o planetário Johannes Kepler.
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| Sabina - refeitório |
O Sabina (como é popularmente chamado) possui atividades dinâmicas nas áres de ciência, tecnilogia e artes,os educadores podem propor práticas envolvendo os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais dos educandos.O ambiente é bastante diversificado, propociando atividades para crianças, jovens e adultos.
Uma das atividades que podem ser realizadas por crianças do Ensino Fundamental I é a "escavação de ossos de dinossauros". Esta atividade pode dispertar a curiosidade dos educandos sobre a vida e morte dos dinossauros, além de propiciar a oportunidade de praticar uma atividade similar da que os cientistas realmente praticam. Isso ajuda a desconstruir as ideias de uma ciência pronta e cria uma concientização de que toda atividade científica é feita através de um trabalho de pesquisa e observação.
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| Escavação de dinossauros |
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| Escavação de dinossauros |
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| Escavação de Dinossauros |
Também é possível visualizar várias réplicas de dinossauros, além de escutar um provável som de um pterodáctilo. Estas réplicas fornecem uma vasta gama de atividades para alunos de todos os anos educacionais, pois elas são uma representação real do que os livros e imagens contam.
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| Sabina - Réplica de dinossauro |
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| Sabina - Réplica de dinossauro |
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| Sabina - Réplica de dinossauros |
Os educandos tamnbém poderão ter contato com diversos tipos de cobras e aprender sobre o habitat adequado para cada uma delas. Para educandos do Ensino Fundamental I é a oportunidade de ter o primeiro contato com esses animais por uma perspectiva científica, ou seja, o educador poderá iniciá-los em uma aprendizagem mais direcionada a ciência. Para educandos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio as atividades poderão levar em consideração os conhecimentos que eles já possuem, sendo assim, é uma possibilidade do educando conflitar os conhecimentos com as observações.
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| Sabina - cobras |
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| Sabina - cobras |
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| Sabina - cobras |
No aquário do Sabina vivem diversas espécies de peixes. A vida marinha é bastante rica e pode-se verificar como os peixes vivem e interagem um com o outro. Esta é uma oportunidade incrível de vivenciar a observação de tudo aquilo que se leu em livros e se viu em documentários. Para educandos do Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio, as atividades que os educadores podem propor é de observação e questionamentos sobre a diversidade dos peixes. O educador também pode explicar diversos conteúdos conceituais a partir das observações dos próprios educandos fazem.
Além dos peixes de diferentes espécies, há pinguins vivendo no Sabina. Estes pinguins vivem em um ambiente totalmente controlado e são cuidados de forma bastante rígida. É possível ver diversos pinguins interagindo e nadando próximos dos visitantes. Uma oportunidade singular para os educandos de diferentes idades. O educador, além de utilizar o momento para explanar sobre as questões da vida dos pinguins, pode utilizar o tempo para expor os educandos a reflexão sobre o habitat destes animais e o aquecimento global.
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| Sabina - Aquário |
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| Sabina - Aquário |
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| Sabina - Aquário |
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| Sabina - Aquário |
Os educandos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio podem colocar em prática e observar as diversas teorias e leis que eles aprenderam na escola através de experimentos onde eles mesmos colocam as "mãos na massa". Há múltiplos experimentos de química, física, biologia e matemática que os educandos podem participar e obter, de fato, uma aprendizagem significativa. Neste momento o educador deve deixar os educandos livres para experimentar o que quiserem, pois é neste momento que a curiosidade pode guiar os alunos a aprendizagem. Deixar os educandos livres é despertar a autonomina deles sobre eles mesmo, é fazer com que eles saibam que são protagonistas de seu próprio aprendizado, é ajudá-los a entender que eles fazem parte da construção do conhecimento.
A partir destes experimentos pode-se travar uma discussão interdisciplicar envolvendo diversas áreas do conhecimento, ajudando os educandos a perceberem que o mundo não é feito de química um momento e no outro de física, por exemplo. Desta forma, os educandos percebem a complexadade das coisas a sua volta e a importância de se aprender tudo quanto se é possível.
Também há uma apresentação de monitores do próprio Sabina realizando experimentos de diversas áreas. Educandos de todas as idades podem assistir (e participar em alguns momentos).
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| Sabina - experimentos |
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| Sabina - experimentos |
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| Sabina - experimentos |
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| Sabina - experimentos |
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| Sabina - experimentos |
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| Sabina - Apresentação |
O Sabina conta com o simuladores onde todos os educandos podem participar (desde que não tenham medo de lugares fechados). Um deles é o simulador de tornado, onde todo o ambiente é personalizado para se entender como funciona este fenômeno natural. Para educandos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, este ambiente é rico em sensações que eles apenas imaginavam lendo os livros dentro da escola. A vivência que este simulador proporciona é de suma importância para desestabilizar a forma de aprender que os alunos estão acostumados.
O planetário Johannes Kepler é fenomenal. Um dos mais tecnológicos do país, eles possui uma apresentação de 55 min sobre a atividade dos cientístas da astronomia e como esta impacta a nossa sociedade, apesar de assistírmos com a cabeça voltada para cima, não é nenhum pouco desconfortável (mérito das poltronas confortáveis e da aprensentação emocionante). Depois da belíssima aprensetação ocorre o momento mais esperado: as luzes se apagam e há a simulação do céu noturno da cidade de Santo André. A sensação é de pequenez, mas uma pequenez diferente, boa. Pessoas de todas as idades se emocionam (algumas chegam as lágrimas). Este espaço proporciona uma das mais ricas e belas sensações: curiosidade.
Para os educandos de Ensino Fundamental I, os educadores podem propor atividades de observação do céu em suas casas e indagações sobre a atividade astronômica. Para educandos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio há possibilidade do educador aprofundar os conhecimentos já adquiridos pelos educandos na escola e com isto, direcionar a aprendizagem mais significativa.
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| Sabina - Simulador |
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| Sabina - Planetário |
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| Sabina - Planetário |
Mas não é só de ciências naturais de que o Sabina é feito. Lá podemos encontrar exposições de artes que envolve geografia e história. Um passei delicioso onde envolvem-se diversas áreas do conhecimento. Parece que elas nos dizem o quão intrínseca elas são umas nas outras. As atividades que os educadores podem propor para os alunos das diversas idades é a observação das exposições e a indagação sobre a interdisciplinaridade que elas possuem.É preciso fazer com que os alunos pensem interdisciplinarmente para, de fato, eles agirem de forma interdisciplinar em suas vidas.
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| Sabina - Artes |
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| Sabina - artes |
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| Sabina - artes |
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| Sabina - artes |
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| Sabina - artes |
Para as crianças que ainda não iniciaram seus estudos em escolas, o Sabina preparou um ambiente onde elas podem ter contato com a ciências. Nesta idade, as crianças são seres curiosos que a todo instante perguntam "Por que?" e "Por quê?". Desta forma, é preciso conserva-las assim, incentivá-las ao questionamento para quando chegarem ao ensino formal (dentro das escolas) elas possam aproveitar de todas as maneiras possíveis. O Sabina faz com maestria o papel de despertar a curiosidade.
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| Sabina - Infantil |
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| Sabina - infantil |
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| Sabina - infantil |
O Sabina é, sem dúvida, um espaço onde se aprende e se aprende a aprender a todo instante. Desde o edifício até os experimentos a curiosidade está presentes, como sendo uma guia pelos corredores.
O Edifício é algo singular. Construido pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ele foi pensado em como alocar um espaço de ensino não formal para todas as pessoas. Segue um texto do arquiteto/educador Vitor Martins a respeito do espaço e onde ele está inserido:
"O edifício
Sabina Escola Parque, ou Sabina apenas, se assemelha a um grande bloco de rocha maciça suspenso no ar. Apesar de monumental em suas dimensões – 180 x 30m, aproximadamente – o museu se insere de modo cauteloso na paisagem. As grandes vigas que determinam a fachada estão pouco mais de um metro acima do platô de acesso dos visitantes, marcando presença sem arrogância. Um invólucro sóbrio, de geometria clara, respeitoso com o parque e com a região onde está inserido, mas nem por um instante monótono ou “sem graça”. A transição entre a rua de acesso e o terreno do museu se faz de modo tão natural que, paradoxalmente, levanta suspeita. Acostumados à suntuosidade de espaços expositivos podem se sentir incomodados, pensando que é simples demais, que se assemelha muito ao “butiquim” ao lado. Já os que estão mais acostumados aos tijolos à vista e ao ônibus que pegaram no caminho podem se sentir em casa, como se não precisassem de cerimônia nem convite formal para entrar.
Abaixo das grandes vigas um fosso sombreado instiga a curiosidade dos que chegam. Faz pensar “Onde é a entrada?”, “Como eu chego lá?”, além, é claro, da curiosidade que precede a visita a qualquer museu “O que será que tem lá dentro?”. Mas ao procurar em vão por uma porta naquela imensa superfície branca, maior que um quarteirão, nada se acha. “Olha, tem um buraco, uma rampa ali, quase no meio. Ah! Deve ser aqui. Será?” Descendo confirma-se. É lá, na pequena rampa, a entrada para um passeio pelo mundo da ciência, do conhecimento, ou do quanto disto cabe em um grande edifício. A curiosidade que deu origem e alimenta todo saber, neste momento de leitura da edificação, logo na chegada, é despertada. Uma vez dentro do museu constata-se, a ciência/o edifício é incrível, mas simples e palpável a todos. O suporte material da geometria pura que se vê do lado de fora pode, agora, ser compreendido, sem esconder nada aos visitantes. As vigas, os pilares, as paredes, tudo é real, tudo tem cara de real, todos os componentes se apresentam como parte da aula que tem início.
Mais do que apenas representar a curiosidade, a ciência, este museu a performa. Belo, simples, monumental, acolhedor e instigante, o Sabina possui as qualidades da própria ciência, ou pelo menos de como ela deveria ser."
ATIVIDADES SUGERIDAS
Vamos sugerir duas atividades para serem trabalhadas com os alunos das diversas turmas.
VISITAÇÃO LIVRE: uma maneira de despertar a curiosidade dos estudantes e fornecerem a eles uma aprendizagem mais significativa sobre os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais é através da exploração do próprio estudante de forma livre pelo espaço educativo. O educador, neste caso, seria um intermediário entre o conhecimento e os alunos, apenas auxiliando nas observações que os estudantes poderão vir a ter. Poderá ser cobrado, de certa forma, depois que eles estiverem na sala de aula, uma socialização sobre o que foi observado e o que os próprios estudantes aprenderam dentro daquele espaço. A ideia, aqui é conflitar os pensamentos dos estudantes de forma a ele mesmo refletir sobre a prática que ele teve.
GINCANA NA ESCOLA: esta atividade envolve a cooperação de toda a escola. Ela basicamente propõe a organização de uma gincana onde os estudantes da escola toda deverão apresentar a resolução de algum desafio ou pensamento adquirido no Sabina e, através de experimentos, elaborar experimentos (mentais ou manuais). Para participar cada aluno deverá trazer 1 kg de alimento não perecível (para ajudar a comunidade ao redor). A importância desta atividade fica nítida no momento em que o estudante traz para dentro da escola o aprendizado obtido por outros meios. É uma forma de contribuir tanto para o próprio conhecimento como para populariza-lo.A apresentação da atividade pode ser feita de acordo com a vontade do aluno (banner, demosntração do experimento, vídeo ou outra mídia).
Se você ficou curioso em conhecer este espaço, aqui vão algumas dicas:
- Se for visitar com seus educandos, prepare-se antes (se possível). Visite o local e veja por si só as oportunidades que ele proporciona.
- Veja como chegar no Sabina antecipadamente. Ele não fica próximo a estação de trem, sendo assim, é fácil se perder. Mas, acreditem, não é um lugar muito difícil de se chegar.
- Lá não possui lanchonete, ou seja, tem que levar comida. Eles disponibilizam um refeitório bastante grande para todos, sem precisar pagar nada a mais por isso.
Informações gerais:
- Endereço - Rua Junquiá, S/N, Bairro Paraíso, Santo André, SP.
- Funcionamento - Finais de semana, feriados e recesso escolar (das 12h às 18h, com fechamento da bilheteria às 17h. Planetário e Teatro Digital - sessões às 13h30 e às 16h). Terça a sexta somente para grupos agendados. Segunda (mesmo que seja feriado) fechado para manutenção.
- Ingresso - grátis para alunos e professores das escolas municipais de Santo André, para crianças menores que 5 anos e pessoas com deficiências. Demais visitantes pagam R$10, com meia entrada para professores, estudantes, servidores públicos andreenses, aposentados e idosos acima de 65 anos. Interessados em assistir às sessões do Planetário e do Teatro Digital Johannes Keples pagam R$15 (uma sessão) e R$20 (duas sessões), a inteira, com direito a passeio por toda a Escola Parque.
- Estacionamento grátis, sujeito a vagas
Como chegar:
Se você vai visitar de carro, acesse o link para saber como chegar
Se você vai visitar de ônibus, acesse o linke para saber como chegar
Mais informações pelo telefone 4422-2000
Não deixe de vivenviar um novo modo de aprender!































